Python com Flet


Flet: Flutter para Python

Baseado no Flutter (veja seção abaixo) foi desenvolvida a biblioteca Flet, um framework que permite a construção de aplicações web, desktop e mobile multiusuário interativas usando o Python. O Flet empacota os widgets do Flutter e adiciona algumas combinações próprias de widgets menores, ocultando complexidades e estimulando o uso de boas práticas de construção da interface do usuário. Ele pode ser usado para construir aplicativos que rodam do lado do servidor, eliminando a necessidade de uso de HTML, CSS e Javascrip, e também aplicativos para celulares e desktop. Seu uso exige o conhecimento prévio de Python e um pouco de POO (programação orientada a objetos).

Atualmente (em junho de 2024) o Flet está na versão v0.23.0 e em rápido processo de desenvolvimento.

Flutter e Widgets


Flutter é um framework para o desenvolvimento (um SDK) de interface do usuário de software de código aberto criado pelo Google, e lançado em maio de 2017. Em outras palavras ele serve para a construção de GUIs (Interfaces Gráficas de Usuários), e é usado para desenvolver aplicativos em diversas plataformas usando um único código base.

A primeira versão do Flutter (Flutter Sky) rodava no sistema operacional Android e, segundo seus desenvolvedores, podia renderizar 120 quadros por segundo. O Flutter 1.0, a primeira versão estável do framework, foi lançado em 2018. Em 2020 surgiu o kit de desenvolvimento de software Dart (SDK) versão 2.8 com o Flutter 1.17.0, em que foi adicionado suporte para API que melhora o desempenho em dispositivos iOS, juntamente com novos widgets de materiais e ferramentas rastreamento em rede.

O Flutter 2 foi lançado pelo Google em 2021, incluindo um novo renderizador Canvas Kit para aplicativos baseados na web e aperfeiçoamento no suporte de aplicativos web e desktop para Windows, macOS e Linux. Em setembro de 2021, o Dart 2.14 e o Flutter 2.5 foram lançados, com melhorias para o modo de tela cheia do Android e a versão mais recente do Material Design do Google. Em 2022 o Flutter foi lançado expandindo o suporte a plataformas, com versões estáveis para Linux e macOS em arquiteturas diversas. O Flutter 3.3 trouxe interoperabilidade com Objective-C e Swift e uma versão preliminar de um novo mecanismo de renderização chamado “Impeller”. Em janeiro de 2023 foi anunciado o Flutter 3.7.

Aplicativos elaborados com Flutter são baseados em Widgets. Widgets são pequenos blocos de aplicativo com representação gráfica, que podem ser inseridos dentro de ambientes gráficos mais gerais , usados em aplicativos web ou desktop. Eles aparecem na forma de botões, caixas de texto, relógios e calendários selecionáveis, menus drop-down, etc, e servem basicamente para a interação com o usuário, ou recebendo inputs, como um clique em um botão, ou exibindo resultados, como um texto de resposta ou um gráfico.

Instalando o Flet

Podemos descobrir se o Flet está instalado iniciando uma sessão interativa do Python e tentando sua importação. Se não estiver instalado uma mensagem de erro será emitida:

$ python
Python 3.12.0 (... etc.)
>>> import flet
ModuleNotFoundError: No module named 'flet'

Mesmo após a instalação do flet, vista abaixo, um erro pode aparecer. Para executar código do python com flet no Linux são necessárias as bibliotecas do GStreamer. A maioria das distribuições do Linux as instalam por default. Caso isso não aconteça e a mensagem de erro abaixo for emitida, instale o GStreamer.

# mensagem de erro ao executar python com flet
error while loading shared libraries: libgstapp-1.0.so.0: cannot open shared object file: No such file or directory

# Instalando GStreamer no fedora
$ sudo dnf update
$ dnf install gstreamer1-devel gstreamer1-plugins-base-tools gstreamer1-doc gstreamer1-plugins-base-devel gstreamer1-plugins-good gstreamer1-plugins-good-extras gstreamer1-plugins-ugly gstreamer1-plugins-bad-free gstreamer1-plugins-bad-free-devel gstreamer1-plugins-bad-free-extras

# Instalando GStreamer no ubuntu
$ sudo apt-get update
$ sudo dnf install libgstreamer1.0-dev libgstreamer-plugins-base1.0-dev libgstreamer-plugins-bad1.0-dev gstreamer1.0-plugins-base gstreamer1.0-plugins-good gstreamer1.0-plugins-bad gstreamer1.0-plugins-ugly gstreamer1.0-libav gstreamer1.0-doc gstreamer1.0-tools gstreamer1.0-x gstreamer1.0-alsa gstreamer1.0-gl gstreamer1.0-gtk3 gstreamer1.0-qt5 gstreamer1.0-pulseaudio

Flet exige Python 3.7 ou superior. Para instalar o módulo podemos usar o pip. Como ocorre em outros casos, é recomendado (mas não obrigatório) instalar a nova biblioteca dentro de um ambiente virtual.

# criamos um ambiente virtual com o comando
$ python3 -m venv ~/Projetos/.venv
# para ativar o ambiente virtual
$ cd ~/Projetos/.venv
$ source bin/activate

# agora podemos instalar o flet
$ pip install flet

# para upgrade do flet, se já instalado
$ pip install flet --upgrade

# para verificar a versão do flet instalado
$ flet --version

Em alguns casos uma mensagem de erro é emitida quando se tenta rodar um aplicativo do flet. Para resolver essa questão podemos instalar os pacotes mpv-libs e mpv-devel:

# ao executar um arquivo flet obtemos uma mensagem de erro
$ python flet3.py
/home/guilherme/.flet/bin/flet-0.23.2/flet/flet: error while loading shared libraries:
libmpv.so.1: cannot open shared object file: No such file or directory

# para resolver instalamos os pacotes (no fedora)
$sudo dnf install mpv-libs
$sudo dnf install mpv-devel

# podemos verificar a existência dos pacotes na pasta apropriada
$ cd /usr/lib64
$ find *mpv*

# devemos ver a resposta
libmpv.so libmpv.so.2 libmpv.so.2.1.0 

# criamos um link simbólico para a pasta /usr/lib64/
$ sudo ln -s /usr/lib64/libmpv.so /usr/lib64/libmpv.so.1

Outras instruções de instalação podem ser encontradas na documentação do Flet, ou a instalação com Anaconda.

Feito isso podemos escrever nosso primeiro código flet, apenas com o esqueleto de um aplicativo. Ao ser executado ele apenas abre uma janela sem conteúdo. Abra um editor de texto, ou sua IDE preferida, e grave o seguinte arquivo, com nome flet1.py:

import flet as ft

def main(page: ft.Page):
    # controles da Página
    pass

ft.app(target=main)

Esse código pode ser executado com:

$ python flet1.py
# ou
$ flet flet1.py

Ao executar python flet1.py veremos apenas uma janela vazia, que pode ser fechada com os controles usuais de janela (ou CTRL-F4). O programa termina com flet.app(target=main), recebendo no parâmetro target a função que apenas recebe o objeto fleet.Page, main (podia ter outro nome qualquer). O objeto Page é como um Canvas onde, mais tarde, inseriremos outros widgets.

Da forma como escrevemos esse código, uma janela nativa do sistema operacional será aberta no desktop. Para abrir o mesmo aplicativo no browser padrão trocamos a última linha por:

ft.app(target=main, view=ft.AppView.WEB_BROWSER)

Nota: Aplicativos do Flet, rodando no desktop ou dentro do navegador, são aplicativos web. Ele se utiliza de um servidor chamado “Fletd” que, por default usa uma porta TCP aleatória. Uma porta específica pode ser designada atribuindo-se um valor para a parâmetro port:

flet.app(port=8550, target=main)

Em seguida abra o navegador com o endereço http://localhost:8550 para ver o aplicativo em ação.

Criando um aplicativo do Flet

O flet inclui uma rotina que pode ser usada para gerar um aplicativo mínimo, que pode ser aumentado com os widgets e comandos dio usuário. Para isso executamos:

$ flet create <nome_do_projeto>

# <nome_do_projeto> será usado como nome do diretório que recebe o aplicativo.
# por exemplo:
flet create meu_aplicativo_flet

# para criar um aplicativo no diretório atual, execute:
$ flet criate .

# para criar um aplicativo basedo no modelo "contador", execute:
$ flet create --template contador <nome_do_projeto>

# para criar o aplicativo a partir do modelo, no diretório atual, execute:
$ flet criar --template contador .

O Flet criará o diretório <nome_do_projeto> contendo o arquivo main.py:

import flet as ft

def main(page: ft.Page):
    page.add(ft.SafeArea(ft.Text("Hello, Flet!")))

ft.app(main)

No corpo da função main() podemos adicionar elementos de UI (controles) e código a ser executado. O código termina com a função ft.app(main) que inicializa o aplicativo Flet e executa main().

Rodando no destop: Para rodar o aplicativo no desktop basta executar:

# roda main.py no diretório atual
$ flet run

# se for nevessário especificar um caminho diferente:
$ flet run [script]

# por exemplo:
$ flet run /Users/Usuario/Projetos/flet-app

Em qualquer dos casos a função main() será executada e o aplicativo será iniciado em janela nativa do sistema operacional usado.

Rodando no navegador: Para rodar um aplicativo como app da web (no navegador, portanto) usamos o comando:

$ flet run --web [script]
# uma nova janela (ou aba) será aberta no navegador, usando uma porta aleatória.

Recarregamento automático: Por default o Flet carregará e rodará o arquivo principal, carregando novamente sempre que esse arquivo for alterado e gravado. Mas ele não será afetado por alterações em outros arquivos no projeto. Para que todos os arquivos sejam recarregados quando alterados usamos:

$ poetry run flet run -d [script]

# para que sub-diretórios sejam incluídos recursivamente use:
$ poetry run flet run -d -r [script]

Sintaxe do comando run

O comando run é usado para executar aplicativos do Flet e tem a seguinte sintaxe:

flet run [-h] [-v] [-p PORT] [--host HOST] [--name APP_NAME] [-m] [-d] [-r] [-n] [-w] [ --ios] [--android] [-a ASSETS_DIR]
         [--ignore-dirs IGNORE_DIRS] [script]

script é um argumento posicional, servindo para designar o caminho do script Python.

As demais opções estão listadas na tabela abaixo.

Argumento Significado
-h, –help mostra esta mensagem de ajuda e termina
-v, –verbose -v para saída detalhada e -vv para mais detalhes
-p PORT, –port PORT Porta TCP personalizada para execução do aplicativo
–host HOST host para execução do aplicativo web. Use “*” para escutar em todos os IPs.
–name APP_NAME nome do aplicativo para distingui-lo de outros apps na mesma porta
-m, –module trata o script como um caminho de módulo python, e não como caminho de arquivo
-d, –directory observar o diretório de script
-r, –recursive observar diretório e subdiretórios de script recursivamente
-n, –hidden manter a janela do aplicativo oculta na inicialização
-w, –web abrir aplicativo em um navegador da web
–ios abrir aplicativo em dispositivo iOS
–android abrir aplicativo no dispositivo Android
-a ASSETS_DIR, –assets ASSETS_DIR caminho para o diretório de assets
:–ignore-dirs IGNORE_DIRS diretórios a serem ignorados durante a observação. Para mais de um, separe com vírgulas.

Notas: † Observar, nesse caso, é estar ciente de que houve alterações no código usado para recarregamento automático, descrito acima.

Inserindo Widgets

Para obter alguma funcionalidade em nosso aplicativo temos que inserir nele controles, também chamados de widgets. Controles são inseridas na Page, o widget de nível mais alto, ou aninhados dentro de outros controles. Por exemplo, para inserir texto diretamente na page fazemos:

import flet as ft

def main(page=ft.Page):
    txt = ft.Text(value="Olá mundo!", color="blue")
    page.controls.append(txt)
    page.update()

ft.app(target=main)


Widgets são objetos do python com uma representação visual, com características controladas por seus parâmetros. value e color são parâmetros que recebem strings, esse último declarado no formato de cor do HTML. São válidas as cores, por exemplo: navyblue, #ff0000 (vermelho), etc. O objeto page possui uma lista controls, à qual adicionamos o elemento txt.

No código seguinte usamos um atalho: page.add(t) significa o mesmo que page.controls.append(t) seguido de page.update(). Também importamos o módulo time para provocar uma pausa na execução do código em time.sleep(1).

import flet as ft
import time

def main(page=ft.Page):
    t = ft.Text()
    page.add(t)
    cidades = ["Belo Horizonte","Curitiba","São Paulo","Salvador","** fim **"]
    for i in range(5):
        t.value = cidades[i]
        page.update()
        time.sleep(1)

ft.app(target=main)

Ao ser executado as quatro cidades armazenadas na lista cidades são exibidas e o loop é terminado com a exibição de ** fim **.


Alguns controles, como Row e Line são containers, podendo conter dentro deles outros widgets, da mesma forma que Page. Por exemplo, inicializamos abaixo uma linha (um objeto ft.Row) contendo três outros objetos que são strings, e a inserimos em page.

import flet as ft
import time

def main(page=ft.Page):
    linha = ft.Row(controls=[ft.Text("Estas são"), ft.Text("cidades"), ft.Text("brasileiras")])
    page.add(linha)
    t = ft.Text()
    page.add(t) # it's a shortcut for page.controls.append(t) and then page.update()
    cidades = ["Belo Horizonte","Curitiba","São Paulo","Salvador","** fim **"]
    for i in range(5):
        t.value = cidades[i]
        page.update()
        time.sleep(1)

ft.app(target=main)

O resultado é exibido na figura 1, com a cidade sendo substituída a cada momento. A linha page.update() é necessária pois o valor do ft.Text() foi alterado.

Figura 1

Vemos que Row recebe no parâmetro controls  uma lista com 3 widgets de texto.

Claro que muitos outros controles pode ser inseridos. Com o bloco abaixo podemos inserir um campo de texto, que pode ser editado pelo usuário, e um botão.

    page.add(
        ft.Row(controls=[
            ft.TextField(label="Sua cidade"),
            ft.ElevatedButton(text="Clique aqui para inserir o nome de sua cidade!")
        ])
    )

Podemos também criar novas entradas de texto e as inserir consecutivamente em page.

import flet as ft
import time

def main(page=ft.Page):
    page.add(ft.Row(controls=[ft.Text("Estas são cidades brasileiras")]))
    cidades = ["Belo Horizonte","Curitiba","São Paulo","Salvador","** fim **"]
    for i in range(5):
        t = ft.Text()
        t.value = cidades[i]
        page.add(t)
        page.update()
        time.sleep(1)

ft.app(target=main)
Figura 2

Nesse caso não estamos substituindo o conteúdo de um objeto de texto fixo na página, e sim inserindo novas linhas (figura 2). Observe que nenhum procedimento foi designado a esse botão que, no momento, não executa nenhuma tarefa.

O comando page.update(), que pode estar embutido em page.add(), envia para a página renderizada apenas as alterações feitas desde sua última execução.

Observe que o argumento controls, aqui usado em Row é um argumento posicional noemado. O nome pode ser omitido se o argumento aparecer no primreiro lugar. Ou seja:

# a linha
ft.Row(controls=[ft.Text("Estas são cidades brasileiras")])
# pode ser escrita como
ft.Row([ft.Text("Estas são cidades brasileiras")])

# se outros argumentos estão presentes, controls deve aparecer primeiro
page.add(ft.Row([ft.Text("Estas são cidades brasileiras")], wrap=True))           # certo!
page.add(ft.Row(wrap=True, [ft.Text("Estas são cidades brasileiras")]))           # erro!
page.add(ft.Row(wrap=True, controls=[ft.Text("Estas são cidades brasileiras")]))  # certo!


Para incluir alguma ação útil em nosso projeto usamos a capacidade de alguns controles de lidar com eventos (os chamados event handlers). Botões podem executar tarefas quando são clicados usando o evento on_click.

import flet as ft
def main(page: ft.Page):
    def button_clicked(e):
        page.add(ft.Text("Clicou"))
        
    page.add(ft.ElevatedButton(text="Clica aqui", on_click=button_clicked))

ft.app(target=main)

Esse código associa a função button_clicked() com o evento on_click do botão. A cada clique um novo elemento de texto é colocado na página.

Várias outras propriedades podem ser usadas para alterar a aparência dos controles. Vamos usar width (largura) no código abaixo, além do controle Checkbox, uma caixa de texto que pode ser marcada. A função entrar_tarefa() verifica se há conteúdo em nova_tarefa, um TextField e, se houver, cria e insere na página uma nova Checkbox.
Depois limpa o valor de nova_tarefa. O comando nova_tarefa.focus() coloca no comando de texto o foco da ação dentro da página, independente de ela ter ou não sido usada no if.

import flet as ft

def main(page):
    def entrar_tarefa(e):
        if nova_tarefa.value:
            page.add(ft.Checkbox(label=nova_tarefa.value))
            nova_tarefa.value = ""            
        nova_tarefa.focus()

    nova_tarefa = ft.TextField(hint_text="Digite sua nova tarefa...", width=400)
    page.add(ft.Row([nova_tarefa, ft.ElevatedButton("Inserir tarefa", on_click=entrar_tarefa, width=300)]))
    nova_tarefa.focus()

ft.app(target=main)

É claro que muitas outras ações podem ser inseridas nesse pequeno programa, tal como testar se uma entrada já existe, eliminar espaços em branco desnecessários ou gravar as tarefas em um banco de dados.

Exemplo: Controles e propriedades

É comum os tutoriais do Flet apresentarem um pequeno bloco ilustrativo de código com a operação de somar e subtrair uma unidade a um número em uma caixa de texto. Mostramos aqui um código um pouco mais elaborado para apresentar propriedades adicionais. Usamos page.title = "Soma e subtrai" para inserir um título na barra de tarefas (ou na aba do navegador, se o codigo for executado no modo web), as propriedades de alignment. Além disso declaramos os botões e caixas de texto separadamente e depois os inserimos nas linhas.

import flet as ft

def main(page: ft.Page):
    def operar(e):
        numero = int(txt_number.value) + int(e.control.text)
        txt_number.value = str(numero)
        txt_operacao.value = "soma"
        page.update()

    def mult(e):
        numero =int(txt_number.value) * int(e.control.text.replace("*",""))
        txt_number.value = str(numero)
        txt_operacao.value = "multiplica"
        page.update()

    page.title = "Soma, subtrai, multiplica"
    txt_number = ft.TextField(value="0", text_align=ft.TextAlign.RIGHT, width=100)
    txt_info = ft.Text("Você pode somar ou subtrair 1 ou 10, multiplicar por 2, 3, 5, 7")
    txt_operacao = ft.TextField(value="", text_align=ft.TextAlign.RIGHT, width=100)
    
    bt1 = ft.ElevatedButton("-10", on_click=operar, width=100)
    bt2 = ft.ElevatedButton("-1", on_click=operar, width=100)
    bt3 = ft.ElevatedButton("+1", on_click=operar, width=100)
    bt4 = ft.ElevatedButton("+10", on_click=operar, width=100)    

    bt5 = ft.ElevatedButton("*2", on_click=mult, width=100)
    bt6 = ft.ElevatedButton("*3", on_click=mult, width=100)
    bt7 = ft.ElevatedButton("*5", on_click=mult, width=100)
    bt8 = ft.ElevatedButton("*7", on_click=mult, width=100)

    page.add(ft.Row([txt_info], alignment=ft.MainAxisAlignment.CENTER))
    page.add(ft.Row([bt1, bt2, txt_number, bt3, bt4], alignment=ft.MainAxisAlignment.CENTER))
    page.add(ft.Row([bt5, bt6, txt_operacao, bt7, bt8], alignment=ft.MainAxisAlignment.CENTER))

ft.app(main)

O resultado do código é mostrado na figura 3.

Figura 3

Observe que, ao se clicar nos botões de soma, por ex., o evento on_click chama a função operar(e) passando para ela o parâmetro e, que é um objeto de evento. Este objeto tem propriedades que usamos nas funções de chamada. Na soma (e subtração) capturamos e.control.text, a propriedade de texto exibida nesse botão (-1, +1, etc.). e a usamos para fazer a operação requerida. Os controles possuem diversas propriedades e respondem a eventos específicos, que devemos manipular para contruir a aparência e funcionalidade da interface gráfica.

Vale ainda mencionar que construímos as linhas com a sintaxe ft.Row([bt1, bt2, txt_number, bt3, bt4]), usando uma lista de controles previamente definidos. Essa lista está na primeira posição, onde se insere o valor do parâmetro nomeado controls. Se esse parâmetro não estiver na primeira entrada seu nome deve ser fornecido, como em: page.add(ft.Row(alignment=ft.MainAxisAlignment.CENTER, controls=[txt_info])).

Em uma questão meramente de estilo mas que pode facilitar a organização e leitura do código, podemos definir as linhas separadamente e depois inserí-las na página.

    linha1 = ft.Row([txt_info], alignment=ft.MainAxisAlignment.CENTER)
    linha2 = ft.Row(controls=[bt1, bt2, txt_number, bt3, bt4], alignment=ft.MainAxisAlignment.CENTER)
    linha3 = ft.Row(controls=[bt5, bt6, txt_operacao, bt7, bt8],
             alignment=ft.MainAxisAlignment.CENTER)

    page.add(linha1, linha2, linha3)

Bibiografia

Todas as URLs acessadas em Julho de 2023.


Python com Flet: Widgets

 

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